Z.ai e MiniMax podem permanecer deficitárias até 2030, aponta Macquarie
Analistas da Macquarie preveem que as empresas chinesas Z.ai e MiniMax ainda terão prejuízo até 2030, apesar do crescimento de receitas.

Em resumo
- Z.ai e MiniMax podem permanecer deficitárias até 2030
- O custo de computação para IA de fronteira é duas a três vezes maior na China que a escassez global
- Macquarie projeta ARR de cerca de US$3 bilhões para Z.ai apesar das perdas
As empresas chinesas de inteligência artificial Z.ai (Zhipu AI) e MiniMax podem permanecer deficitárias até 2030, mesmo com forte aumento de receitas, apontou Ellie Jiang, chefe de pesquisa de internet e software da Macquarie Group para a Ásia. Segundo ela, o alto custo de computação necessário para treinar modelos de IA de fronteira mantém as empresas no vermelho.
A análise da Macquarie foi apresentada na conferência Asia Technology 2026 e inclui projeções conservadoras de receita recorrente anual (ARR) para a Z.ai, que a empresa estima em torno de US$3 bilhões, acima da meta interna de US$2,4 bilhões.
O que aconteceu
Jiang explicou que a escassez de capacidade de computação na China é de duas a três vezes mais aguda que a falta global, devido às restrições dos EUA ao acesso aos processadores mais avançados da Nvidia. Ela afirmou que, apesar do crescimento rápido esperado de ARR à medida que usuários e empresas adotam IA generativa, a Macquarie ainda modela perdas até 2030 para ambas as firmas. "Estamos tentando ser um pouco mais conservadores em nossa estimativa", disse Jiang.
A analista detalhou que a Z.ai planejava ARR de US$2,4 bilhões até o fim do ano, mas a projeção da Macquarie fica próxima a US$3 bilhões, indicando expectativa de crescimento mais robusto.
“Jiang explicou que a escassez de capacidade de computação na China é de duas a três vezes mais aguda que a falta global, devido às restrições dos EUA ao acesso aos processadores mais avançados da Nvidia.”
Por que importa
O alto custo de computação significa que, mesmo com receitas em alta, as empresas podem demorar a alcançar lucratividade, o que pode limitar investimentos em novos modelos e retardar a consolidação da China no mercado global de IA.
As restrições dos EUA a chips Nvidia criam um gargalo específico para desenvolvedores chineses, reforçando a necessidade de soluções locais e afetando a competitividade internacional da IA produzida na China.
O que observar
- Computação necessária para IA de fronteira permanece cara na China
- Restrições dos EUA a processadores Nvidia ampliam a escassez de recursos
- ARR da Z.ai pode chegar a US$3 bilhões segundo projeção da Macquarie
- Modelo de perdas até 2030 indica desafios de rentabilidade
Perguntas frequentes
Por que as empresas chinesas de IA podem continuar perdendo dinheiro até 2030?
Elas enfrentam custos elevados de computação para treinar modelos de ponta, que a Macquarie considera duas a três vezes mais intensos que a escassez global.
Qual é a projeção de receita recorrente anual (ARR) da Z.ai segundo a Macquarie?
A Macquarie estima um ARR próximo a US$3 bilhões para a Z.ai, acima da meta interna de US$2,4 bilhões.
Como as restrições dos EUA afetam o custo de computação na China?
As restrições limitam o acesso a processadores Nvidia avançados, tornando a escassez de capacidade de computação duas a três vezes mais aguda na China.
Em números
- de receita recorrente anual (ARR) para a Z.ai, que a empresa estima em torno deUS$3 bilhões
- acima da meta interna deUS$2,4 bilhões
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