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OpenAI afirma ter resolvido o problema Navier‑Stokes, mas enfrenta dúvidas sobre uso de dados

OpenAI divulgou que seu modelo interno encontrou uma prova para o Navier‑Stokes, porém a comunidade questiona se foram usados dados de terceiros.

Publicado 3 min de leituraCuradoria automatizada
OpenAI afirma ter resolvido o problema Navier‑Stokes, mas enfrenta dúvidas sobre uso de dados
Foto: RuinDig/Yuki Uchida/Openverse

Em resumo

  • OpenAI diz que seu modelo interno resolveu o problema Navier‑Stokes, aberto há cerca de 90 anos
  • A solução foi gerada por um modelo mais potente que o GPT‑6 Astra e 10 mil agentes simultâneos, treinado desde 28 de agosto
  • A comunidade questiona se a OpenAI usou dados de sessões no Codex de pesquisadores ao desenvolver a prova

OpenAI anunciou que seu modelo interno resolveu o problema Navier‑Stokes, um dos sete Millennium Prize Problems que está sem solução há cerca de 90 anos.

A solução foi obtida com um modelo mais potente que o recém‑lançado GPT‑6 Astra, usando 10 mil agentes simultâneos, e a empresa afirma que não utilizou dados de usuários específicos, embora não descarte que dados anonimados tenham ajudado.

O que aconteceu

O blog da OpenAI, publicado na terça‑feira, descreve que o modelo interno começou a ser treinado em 28 de agosto e já apresentava desempenho “sem precedentes” em benchmarks de matemática. A empresa afirma que o modelo encontrou uma prova para as equações de Navier‑Stokes, que descrevem o fluxo de líquidos e gases, e que não pretende reivindicar o prêmio de US$ 1 milhão associado ao problema.

Um dia antes do anúncio, o professor Tristan Buckmaster, da Universidade de Nova Iorque, divulgou resultados relacionados em parceria com Levent Alpöge, da Anthropic. Buckmaster contou que havia contatado a OpenAI ao saber do interesse da empresa, mas descobriu que a prova apresentada por OpenAI seguia uma rota que ele e Alpöge estavam desenvolvendo com o Codex da OpenAI e o Claude da Anthropic.

“A empresa afirma que o modelo encontrou uma prova para as equações de Navier‑Stokes, que descrevem o fluxo de líquidos e gases, e que não pretende reivindicar o prêmio de US$ 1 milhão associado ao problema.”

Buckmaster questionou se o modelo da OpenAI havia sido treinado com as sessões que ele e Alpöge armazenavam no Codex. Ele escreveu: "Perguntei se o modelo foi treinado ou teve acesso aos nossos dados no Codex…". A OpenAI respondeu que nenhum dado de usuário específico foi acessado, mas que não pode excluir que dados desidentificados tenham contribuído. Sebastien Bubeck, membro da equipe técnica da OpenAI, afirmou que a empresa só viu o trabalho de Buckmaster após sua publicação pública e que as provas diferem significativamente.

Por que importa

Resolver o problema Navier‑Stokes representa um marco histórico na matemática, pois o desafio está aberto há quase um século e faz parte dos sete problemas premiados com US$ 1 milhão cada. A alegação de que uma IA conseguiu produzir a prova pode mudar a forma como pesquisas complexas são conduzidas, mostrando que modelos de grande escala podem contribuir para descobertas teóricas.

Contudo, a controvérsia sobre o uso de dados de terceiros levanta questões éticas sobre treinamento de IA com informações não públicas. Se a prova depende de sessões de código compartilhadas por pesquisadores, a comunidade pode exigir maior transparência sobre o que os modelos aprendem. Além disso, a decisão da OpenAI de não reivindicar o prêmio indica que, apesar da importância científica, a empresa não busca o reconhecimento financeiro.

O que observar

  • OpenAI afirma que nenhum dado de usuário específico foi usado, mas admite possibilidade de contribuição de dados desidentificados.
  • Buckmaster acusa a OpenAI de ter usado sessões de Codex produzidas após sua descoberta.
  • A OpenAI não pretende solicitar o prêmio de US$ 1 milhão associado ao problema Navier‑Stokes.

Perguntas frequentes

O que a OpenAI afirmou ter conseguido?

A OpenAI afirmou que seu modelo interno encontrou uma prova para o problema Navier‑Stokes, um dos sete Millennium Prize Problems.

Qual a principal controvérsia levantada por Tristan Buckmaster?

Buckmaster questionou se o modelo da OpenAI foi treinado com as sessões que ele e Levent Alpöge armazenavam no Codex, alegando possível uso de dados não públicos.

Em números

  • A solução foi obtida com um modelo mais potente que o recém‑lançado GPT‑6 Astra, usando10 mil agentes
  • que descrevem o fluxo de líquidos e gases, e que não pretende reivindicar o prêmio deUS$ 1 milhão

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