Estudo da Graphite aponta frases que denunciam textos de IA como Opus 5.5 e Astra
Pesquisa revela 13 mil padrões de escrita que aparecem muito mais em textos gerados por IA, destacando sinais exclusivos dos modelos Opus 5.5 da Anthropic e Astra da OpenAI.

Em resumo
- Estudo da Graphite encontrou 13 000 frases que surgem com frequência dobrada em textos de IA
- Opus 5.5 usa a palavra “dependable” 23 vezes mais e a expressão “this matters” 116 vezes mais que humanos
- Mesmo com redução de travessões, os modelos continuam gerando novos padrões detectáveis
Um estudo da empresa de marketing Graphite identificou padrões de escrita que revelam quando um texto foi gerado por grandes modelos de linguagem, destacando sinais específicos nos modelos Opus 5.5 da Anthropic e Astra da OpenAI.
Os pesquisadores encontraram 13 000 frases que aparecem pelo menos duas vezes mais em conteúdo de IA do que em textos humanos, definindo esses padrões como “tells”.
O que aconteceu
Para montar a análise, a Graphite usou um corpus de 10 000 artigos publicados antes do lançamento do ChatGPT como grupo de controle humano. Em seguida, diferentes modelos de IA reescreveram esses artigos a partir de resumos, permitindo comparar a frequência de palavras e construções entre as versões humanas e as geradas por cada modelo.
No Opus 5.5, o termo “dependable” surge 23 vezes mais que nos textos humanos. O modelo já não usa a construção “it’s not X, it’s Y”, mas ainda recorre a frases como “is more than an X, it’s a Y”. Além disso, a expressão “this matters” aparece 116 vezes mais e “why X matters” 92 vezes mais que nas amostras humanas. “Claude models are getting closer to human word distribution,” said Greg Druck.
“Em seguida, diferentes modelos de IA reescreveram esses artigos a partir de resumos, permitindo comparar a frequência de palavras e construções entre as versões humanas e as geradas por cada modelo.”
O modelo Astra, da OpenAI, tem preferência por mencionar “another dimension” e por atenuar afirmações com “may provide” ou “can provide”. Seu maior “tell” é o chamado “corrective framing”, que define tópicos como “not simply X” ou oferece alternativas como “rather than relying on X”, ocorrendo mais de 100 vezes com mais frequência que em textos humanos. Todos os laboratórios analisados reduziram drasticamente o uso de travessões: Opus 5.5 usa 99 % menos, Astra 88 % menos e Gemini 3.1 Pro quase eliminou o símbolo.
Por que importa
Esses padrões permitem que leitores e ferramentas de verificação identifiquem com mais precisão quando um texto foi produzido por IA, algo cada vez mais relevante à medida que o conteúdo automatizado se espalha. Apesar dos esforços das empresas para eliminar sinais óbvios, o estudo mostra que novos “tells” surgem continuamente, indicando que a completa humanização dos modelos ainda é um desafio técnico.
O que observar
- Opus 5.5 repete “dependable” e “this matters” muito mais que humanos.
- Astra destaca “another dimension” e usa “corrective framing” em excesso.
- O uso de travessões caiu drasticamente, mas o número total de “tells” permanece estável.
Perguntas frequentes
Quais frases são mais recorrentes nos textos gerados pelo Opus 5.5?
O Opus 5.5 repete a palavra “dependable” 23 vezes mais que humanos e usa a expressão “this matters” 116 vezes mais.
Como os laboratórios têm alterado o uso de travessões nos textos de IA?
Opus 5.5 reduziu o uso de travessões em 99 %, Astra em 88 % e Gemini 3.1 Pro quase eliminou o símbolo.
Em números
- Todos os laboratórios analisados reduziram drasticamente o uso de travessões: Opus 5.5 usa99 %
- 88 %menos e Gemini 3.1 Pro quase eliminou o símbolo
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