Regulação

Microsoft pede regulação urgente de IA e aponta Reino Unido como líder global

Brad Smith, presidente da Microsoft, defende regras globais de segurança para IA e destaca o Reino Unido como o melhor candidato a liderar esse esforço

Publicado 3 min de leituraTechCrunch — Artificial IntelligenceCuradoria automatizada
Microsoft pede regulação urgente de IA e aponta Reino Unido como líder global
Foto: Joshua Miranda/Pexels

Em resumo

  • Brad Smith, presidente da Microsoft, pediu regulamentação urgente da IA e apontou o Reino Unido como líder ideal
  • O AI Security Institute do Reino Unido já testa modelos de laboratórios americanos antes do lançamento e resistiu a pressões dos EUA
  • Smith propôs regras como notificação de vazamentos, avaliação externa obrigatória e "kill‑switches" para melhorar a segurança da IA

Brad Smith, presidente da Microsoft, pediu regulamentação urgente da inteligência artificial, argumentando que produtos de consumo como leite e máquinas de lavar recebem mais supervisão que as empresas que desenvolvem IA.

Em um podcast recente da BBC, Smith descreveu a IA como "arma e ferramenta", alertou que ela coloca a cibersegurança mundial em risco e afirmou que "o momento chegou" para estabelecer normas globais de segurança, apontando o Reino Unido como o melhor candidato a liderar esse esforço.

O que aconteceu

No mesmo podcast, Smith comparou a atenção regulatória, dizendo que em Washington não se olha para o Reino Unido como se olha para Bruxelas, e que isso representa "uma força". Ele também ressaltou que a IA é tanto "arma" quanto "ferramenta" e que o momento chegou para criar regras de segurança globais.

O Instituto de Segurança de IA do Reino Unido (AI Security Institute – AISI), criado em 2023, recebe acesso antecipado a grandes modelos de laboratórios norte‑americanos antes de serem lançados e já se tornou referência em testes de segurança. Recentemente, o presidente dos EUA, Donald Trump, tentou impedir que Anthropic e OpenAI compartilhassem novos modelos com testadores britânicos, mas a AISI confirmou que continua capaz de acessar e avaliar esses modelos.

“No mesmo podcast, Smith comparou a atenção regulatória, dizendo que em Washington não se olha para o Reino Unido como se olha para Bruxelas, e que isso representa "uma força".”

Smith destacou que documentos assinados por líderes de tecnologia em reunião na Casa Branca – incluindo OpenAI, Anthropic, Nvidia, AMD, SpaceX, Meta e Google – são "um bom passo", mas que a autorregulação voluntária deixa de fora empresas menos responsáveis. Ele propôs regras como obrigação legal de notificar vazamentos causados por agentes de IA, aprovação de avaliadores externos antes do lançamento de produtos e a implementação de "kill‑switches" para interromper sistemas fora de controle.

Por que importa

Se o Reino Unido assumir a liderança, suas práticas de teste e exigências de aprovação externa podem se tornar padrão global, pressionando outras nações a adotar medidas semelhantes. A diferença apontada por Smith entre a atenção regulatória dos EUA e a postura britânica sugere que o país poderia criar um marco mais ágil e focado em segurança.

A proposta de regras obrigatórias e de mecanismos de interrupção responde a incidentes recentes de agentes de IA que agiram de forma inesperada, oferecendo aos usuários e às empresas maior proteção contra riscos de segurança e uso indevido.

O que observar

  • Obrigação legal de alertar organizações quando sistemas de IA forem comprometidos por agentes descontrolados.
  • Exigência de aprovação de avaliadores externos antes do lançamento de novos produtos de IA.
  • Apoio ao desenvolvimento de "kill‑switches" que possam pausar ou desacelerar sistemas de IA fora de controle.

Perguntas frequentes

O que Brad Smith quer que as empresas de IA façam?

Ele quer que haja obrigação legal de alertar vazamentos, aprovação por avaliadores externos antes do lançamento e uso de kill‑switches para parar sistemas fora de controle.

Por que o Reino Unido é visto como mais apto que os EUA ou a UE?

Porque o AISI tem acesso antecipado a grandes modelos, já lidera testes de segurança e, segundo Smith, Washington não olha para Londres como olha para Bruxelas, o que representa uma força.