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Meta lança Muse, agente de IA que lembra OpenClaw e gera controvérsia

Muse chegou ao topo da App Store com 600 mil usuários diários nos EUA, mas enfrenta acusações de copiar o código aberto OpenClaw.

Publicado 2 min de leituraCuradoria automatizada
Meta lança Muse, agente de IA que lembra OpenClaw e gera controvérsia
Foto: Ludovic Delot/Pexels

Em resumo

  • Muse tem 600 mil usuários diários nos EUA e liderou a App Store logo após o lançamento
  • Usuários e analistas apontam semelhanças de código e design entre Muse, Instinct e o projeto open‑source OpenClaw
  • Meta afirma que Muse foi criado do zero, mas ainda enfrenta questões de segurança e vulnerabilidade

Meta lançou o Muse, agente de IA voltado ao consumidor, que rapidamente chegou ao topo das listas da App Store. Segundo estimativa da Apptopia, o aplicativo tem 600 mil usuários ativos diariamente nos Estados Unidos.

Ao mesmo tempo, a plataforma de agentes Instinct, que está levantando fundos com avaliação de US$ 2,5 bilhões, tem chamado atenção no setor.

O que aconteceu

Usuários de redes sociais alegam que o Muse foi construído diretamente sobre o OpenClaw, apontando nomes idênticos de arquivos principais (SOUL.md, memory, tools) e trechos semelhantes nas instruções de personalidade. Um usuário do Reddit escreveu que “Muse is just a wrapper app built on top of OpenClaw”. Meta negou, e Nat Friedman, chefe de produto dos Superintelligence Labs, afirmou que o Muse foi desenvolvido “do zero”, embora reconheça que foi “fortemente inspirado” pelo OpenClaw. Ele explicou que a equipe manteve nomes de arquivos porque acreditava que o criador do OpenClaw os havia acertado.

“Ao mesmo tempo, a plataforma de agentes Instinct, que está levantando fundos com avaliação de US$ 2,5 bilhões, tem chamado atenção no setor.”

Instinct também apresenta recursos parecidos com o OpenClaw, como comunicação via ferramentas de mensagens e casos de uso de assistente pessoal. Um usuário relatou que o agente preencheu formulários médicos, cancelou assinaturas, organizou festa de despedida, reservou atividades de viagem, marcou consulta no DMV e pagou multa de pedágio. Outro usuário contou que o agente recuperou um item perdido em um hotel no Canadá.

Por que importa

O OpenClaw, projeto de código aberto que em 10 meses passou de prova de conceito a serviço usado por milhões, inspirou grandes empresas como OpenAI, Google, Apple e agora Meta. As semelhanças levantam dúvidas sobre propriedade intelectual e segurança, já que o OpenClaw tinha vulnerabilidades, com 15 % dos “skills” contendo instruções maliciosas. Meta promete que o Muse armazena dados em uma VM segura e planeja, ainda este ano, impedir criptograficamente o acesso da própria empresa, mas já foi identificado um zero‑day que permite o controle total do agente.

O que observar

  • Vulnerabilidade zero‑day que pode assumir o controle total do Muse
  • Plano da Meta de bloquear criptograficamente o acesso a dados na VM ainda este ano
  • Ajustes nos termos de serviço da Instinct após críticas

Perguntas frequentes

O que é o Muse e quem o desenvolveu?

Muse é um agente de IA voltado ao consumidor lançado pela Meta, que afirma tê‑lo construído do zero.

Por que o Muse está sendo comparado ao OpenClaw?

Porque usuários observaram nomes idênticos de arquivos e trechos semelhantes nas instruções, sugerindo que o Muse pode ter sido baseado no código aberto OpenClaw.

Quais são as principais preocupações de segurança mencionadas?

Foi detectada uma vulnerabilidade zero‑day que permite controle total do agente, e apesar da promessa de uma VM segura, a Meta ainda pode acessar os dados dos usuários.

Em números

  • Segundo estimativa da Apptopia, o aplicativo tem600 mil usuários
  • tempo, a plataforma de agentes Instinct, que está levantando fundos com avaliação deUS$ 2,5 bilhões
  • sobre propriedade intelectual e segurança, já que o OpenClaw tinha vulnerabilidades, com15 %

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