Anthropic expande programa de cibersegurança com três níveis de acesso
A Anthropic reformulou seu programa de verificação cibernética para fornecer recursos avançados a especialistas e reduzir bloqueios automáticos em defesas digitais.

Em resumo
- Anthropic ampliou o Programa de Verificação Cibernética criando três níveis de acesso para profissionais de segurança digital
- Acesso Especializado conta com menos bloqueios e exige análise detalhada junto ao governo dos Estados Unidos
- Testes anteriores permitiram identificar mais de 129 mil vulnerabilidades e acelerar o trabalho das equipes de defesa
A Anthropic anunciou uma versão ampliada de seu Programa de Verificação Cibernética, o CVP, voltada a liberar capacidades avançadas de cibersegurança e diminuir bloqueios automáticos para profissionais autorizados. A iniciativa unifica esforços anteriores da empresa e passa a disponibilizar modelos como Claude Opus 5.5, Claude Sonnet 5.5 e Claude Mythos 5.1 em três níveis distintos de acesso, conforme o trabalho realizado por cada equipe técnica.
Como as ferramentas de segurança digital apresentam uso duplo, servindo tanto para reparar falhas quanto para facilitar invasões, as versões abertas ao público geral mantêm travas rígidas que bloqueiam grande parte das operações cibernéticas. O propósito do novo programa é garantir que os responsáveis pela proteção de sistemas tenham ferramentas potentes sem facilitar ataques maliciosos.
Detalhes dos novos níveis
O programa foi estruturado em três categorias com diferentes exigências de verificação e controles de segurança. O patamar inicial, chamado Acesso de Defesa, atende tarefas de centros de operações de segurança, resposta a incidentes, engenharia reversa de softwares maliciosos e validação de vulnerabilidades. Esse nível acolhe equipes de empresas, governos, operadoras de infraestrutura crítica como hospitais regionais, pequenos negócios de segurança, mantenedores de código aberto e pesquisadores individuais com histórico comprovado.
O segundo patamar é o Acesso Red Team, que autoriza simulações ofensivas e testes de intrusão em sistemas com permissão prévia, mantendo bloqueios em tempo real contra impactos físicos ou sabotagens de grande escala, como disseminação de ransomware. Esse nível é restrito a organizações e passa por uma triagem mais longa, durante a qual os candidatos utilizam temporariamente o nível defensivo. Já o Acesso Especializado possui o menor número de bloqueios e atende a um grupo seleto de organizações autorizadas a avaliar sistemas que impactam vidas humanas ou mercados, como redes elétricas, aviação e infraestrutura interbancária, passando por uma análise aprofundada em conjunto com o governo dos Estados Unidos.
“O patamar inicial, chamado Acesso de Defesa, atende tarefas de centros de operações de segurança, resposta a incidentes, engenharia reversa de softwares maliciosos e validação de vulnerabilidades.”
Para impedir usos indevidos, a retenção de dados é obrigatória no programa. No entanto, a desenvolvedora planeja disponibilizar no outono a solução Enterprise Frontier Safeguards, permitindo que clientes autorizados guardem dados em infraestruturas em nuvem próprias sem retenção pela fornecedora. O programa está disponível na plataforma Claude, no Google Cloud Vertex AI e no Microsoft Foundry, além do Amazon Bedrock para clientes qualificados para a nova salvaguarda empresarial.
Por que importa
A ampliação do programa apoia-se em dados de iniciativas anteriores da Anthropic, como o Projeto Glasswing. Entre abril e julho de 2026, parceiros da empresa encontraram pelo menos 129 mil vulnerabilidades verificadas com o modelo Claude Mythos, enquanto análises em projetos de código aberto apontaram outras 5,5 mil brechas até outubro de 2026, sendo mais de 33 mil classificadas como críticas ou de alta gravidade.
Esses resultados apontaram que o suporte de modelos avançados acelerou a descoberta de problemas em meses ou anos para parceiros como Comcast e Booz Allen. Ao escalonar os filtros em diferentes níveis de permissão em vez de aplicar uma blindagem genérica, a Anthropic busca oferecer uma vantagem sustentável para defensores sem abrir brechas que facilitem ações criminosas.
O que observar
- Chegada da solução Enterprise Frontier Safeguards no outono para viabilizar o uso do programa sem retenção de dados
- Divulgação nas próximas semanas de novos aprendizados sobre a proteção de projetos de código aberto e infraestruturas vitais
- Migração direta de participantes do Projeto Glasswing para o patamar de Acesso Especializado sem necessidade de revalidação para os modelos atuais
Perguntas frequentes
Quais modelos de IA fazem parte do programa expandido da Anthropic?
O programa inclui acesso a modelos como Claude Opus 5.5, Claude Sonnet 5.5 e Claude Mythos 5.1, além de futuras versões desenvolvidas pela empresa.
Quem pode participar do nível de Acesso Especializado?
Esse patamar é restrito a um grupo verificado de organizações autorizadas a testar sistemas cruciais para a sociedade, como redes elétricas, aviação e infraestrutura interbancária.
Como funciona a retenção de dados para os participantes do programa?
A retenção é obrigatória para monitorar abusos, mas a futura solução Enterprise Frontier Safeguards permitirá que clientes qualificados armazenem dados em suas próprias nuvens sem retenção.
Em números
- Entre abril e julho de 2026, parceiros da empresa encontraram pelo menos129 mil vulnerabilidades
- o modelo Claude Mythos, enquanto análises em projetos de código aberto apontaram outras5,5 mil brechas
- até outubro de 2026, sendo mais de33 mil classificadas
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