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Energia nuclear para IA: a aposta da TerraPower para abastecer data centers

A TerraPower se posiciona estrategicamente na corrida energética para abastecer data centers de inteligência artificial. A empresa busca fechar acordos com gigantes da tecnologia que demandam fontes robustas e contínuas de eletricidade.

Publicado 3 min de leituraCuradoria automatizada
Energia nuclear para IA: a aposta da TerraPower para abastecer data centers
Foto: Brett Sayles/Pexels

Em resumo

  • TerraPower vai usar seu reator de 345 MW com armazenamento em sal fundido para abastecer data centers de IA
  • O projeto de data center deve iniciar as obras em 2027, sendo o segundo plant da empresa após o primeiro em Wyoming
  • A combinação de alto fator de capacidade nuclear e armazenamento rápido pode reduzir a dependência de baterias e turbinas a gás nos centros de IA

TerraPower, startup de energia nuclear fundada por Bill Gates, anunciou que vai lançar seu primeiro projeto de data center alimentado por um reator nuclear ainda este ano. O empreendimento, que deve iniciar as obras em 2027, será o segundo plant da empresa, após a primeira usina em construção no Wyoming. A companhia ainda não revelou quem será o cliente, embora tenha divulgado que a Meta comprou oito de seus reatores Natrium em janeiro.

O que aconteceu

A TerraPower está desenvolvendo um reator de 345 megawatts refrigerado a sal fundido, projetado para lidar com as variações rápidas de carga típicas de centros de IA. Diferente de reatores convencionais, ele não altera a produção de energia; ao invés disso, o calor excedente é armazenado em um grande reservatório de sal fundido. Quando a demanda aumenta, o calor armazenado gera vapor extra para as turbinas, permitindo resposta rápida sem reduzir o fator de capacidade nuclear, que nos EUA chega a 92,5%.

A empresa destaca que essa capacidade de armazenamento permite que o reator se ajuste a fontes intermitentes como vento e solar, mantendo operação constante mesmo quando a carga diminui. Segundo a National Laboratory of the Rockies, reatores nucleares tradicionais mudam apenas 5% da sua potência por minuto, enquanto pequenos reatores modulares (SMRs) como o da TerraPower chegam a 10% por minuto. Essa flexibilidade reduz a necessidade de baterias caras ou turbinas a gás, que costumam falhar sob os picos de consumo de GPUs.

"TerraPower stores heat in molten salt, not molten sodium." – atualização da empresa em 20 de agosto.

“Segundo a National Laboratory of the Rockies, reatores nucleares tradicionais mudam apenas 5% da sua potência por minuto, enquanto pequenos reatores modulares (SMRs) como o da TerraPower chegam a 10% por minuto.”

Por que importa

Data centers que treinam modelos de IA exigem energia que pode subir e descer em segundos, o que tem forçado o uso de turbinas a gás e grandes bancos de baterias, elevando custos operacionais. Ao combinar o alto fator de capacidade nuclear com armazenamento térmico, a TerraPower oferece uma fonte de energia mais estável e potencialmente mais barata, facilitando a expansão de infraestruturas de IA sem sobrecarregar a rede elétrica.

Além disso, a proposta pode acelerar a adoção de pequenas usinas nucleares modulares, demonstrando que a energia nuclear pode ser integrada a redes com alta penetração de renováveis, algo crítico para atender a demanda crescente de computação intensiva.

O que observar

  • Início da construção do data center em 2027
  • Primeiro reator em Wyoming já em fase de construção
  • Uso de sal fundido para armazenar calor e acelerar a resposta
  • Compra prévia de oito reatores Natrium pela Meta indica interesse do setor

Em números

  • permitindo resposta rápida sem reduzir o fator de capacidade nuclear, que nos EUA chega a92,5%
  • Segundo a National Laboratory of the Rockies, reatores nucleares tradicionais mudam apenas5%
  • por minuto, enquanto pequenos reatores modulares (SMRs) como o da TerraPower chegam a10%

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