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Ron Johnson questiona o futuro das compras automatizadas por IA

O criador das lojas da Apple afirma que agentes de IA não substituirão as lojas físicas, especialmente em compras caras.

Publicado 3 min de leituraCuradoria automatizada
Ron Johnson questiona o futuro das compras automatizadas por IA
Foto: Ron Lach/Pexels

Em resumo

  • Ron Johnson, criador das lojas da Apple, afirma que agentes de IA não substituirão as lojas físicas
  • Ele acredita que compras caras, como laptops de mil a dois mil dólares, ainda exigem experiência física
  • Johnson vê a IA como ferramenta para informar consumidores, mas não como substituta da intuição humana

Ron Johnson, 66, que liderou a criação das lojas da Apple, disse em entrevista que, embora a IA possa melhorar o comércio online, não acredita que ela mudará a forma como as pessoas compram. Ele argumenta que consumidores ainda preferem experimentar produtos antes de adquirir itens de alto valor, como laptops de mil a dois mil dólares, e que as lojas físicas continuarão a ser relevantes.

O que aconteceu

Johnson entrou na Apple em 2000 para montar a rede de varejo quando o comércio eletrônico começava a crescer. Ele ajudou a transformar as lojas da empresa em pontos centrais de venda, demonstração e suporte ao cliente. Em seu livro "Shop Different: How Retail Revealed Apple’s Genius", ele destaca que o sucesso das lojas se deve ao design aberto, ao “Genius Bar” e, sobretudo, às pessoas que atendem os clientes.

Em entrevista ao TechCrunch, Johnson afirmou que a IA "é uma nova tecnologia que vai melhorar a experiência de compra online", mas que não sabe se ela mudará o modo como fazemos compras. Quando questionado sobre alguém deixar um agente escolher e comprar um laptop de US$ 1.000 ou US$ 2.000 sem visitar um site ou loja, ele respondeu categoricamente: "Honestamente, ninguém vai fazer isso". Para ele, a compra de um laptop é pessoal demais para ser delegada a um agente, pois os compradores querem sentir o peso, ver a tela e decidir o tamanho.

Johnson reconhece que a IA pode ajudar a reduzir opções e informar melhor os consumidores antes de entrarem na loja, mas insiste que "a IA nunca será capaz de fazer você experimentar fisicamente um produto". Ele ainda se declara otimista em relação à IA como tecnologia, mas vê a intuição humana como insubstituível.

“Quando questionado sobre alguém deixar um agente escolher e comprar um laptop de US$ 1.000 ou US$ 2.000 sem visitar um site ou loja, ele respondeu categoricamente: "Honestamente, ninguém vai fazer isso".”

Por que importa

A visão de Johnson contrasta com os investimentos de bilhões de dólares de empresas como Google e OpenAI, que estão desenvolvendo protocolos e chatbots para que agentes de IA conduzam todo o processo de descoberta ao checkout. Se o ponto de vista de Johnson se confirmar, isso pode limitar a velocidade com que o chamado "comércio agente" substituirá o varejo tradicional, mantendo as lojas físicas como locais essenciais para experiências sensoriais e suporte humano.

Além disso, sua ênfase no papel das pessoas nas lojas sugere que estratégias que eliminam a interação humana podem perder a confiança dos consumidores, especialmente em compras de alto valor. Assim, varejistas podem precisar equilibrar ferramentas de IA que informam o cliente com a presença de funcionários capacitados para oferecer assistência presencial.

O que observar

  • A IA pode ser usada para tornar os consumidores mais informados antes de entrarem nas lojas
  • Google e OpenAI continuam a apostar em protocolos de comércio agente
  • O modelo de atendimento da Apple, focado em funcionários sem comissão, ainda é citado como diferencial
  • Johnson mantém a crença de que a intuição humana permanece insubstituível

Perguntas frequentes

Por que Johnson acha que a IA não vai mudar a forma como compramos?

Ele diz que a IA pode melhorar a experiência online, mas não substituirá a necessidade de tocar e ver produtos, especialmente em compras caras.

Qual é a visão de Johnson sobre o futuro das lojas físicas?

Ele acredita que as lojas continuarão a prosperar, servindo como locais onde os clientes experimentam produtos e recebem ajuda de funcionários.

Em números

  • Quando questionado sobre alguém deixar um agente escolher e comprar um laptop deUS$ 1.000
  • US$ 2.000sem visitar um site ou loja, ele respondeu categoricamente: "Honestamente, ninguém vai

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