Negócios

Relatório da Nomura alerta: alta da IA nos EUA pode esconder riscos econômicos

O boom da inteligência artificial nos EUA pode estar mascarando vulnerabilidades econômicas e de mercado, segundo análise da Nomura. Uma possível queda na valorização de ativos tecnológicos pode levar a correções bruscas e enfraquecer o dólar.

Publicado 2 min de leituraCuradoria automatizada
Relatório da Nomura alerta: alta da IA nos EUA pode esconder riscos econômicos
Foto: theglobalpanorama/Openverse

Em resumo

  • Relatório da Nomura alerta para riscos econômicos mascarados pelo boom da IA
  • Passivos internacionais dos EUA atingiram US$ 21,9 trilhões em 2025
  • Queda nos ativos americanos poderia impactar fluxos de capital globais

O boom da inteligência artificial nos Estados Unidos pode estar escondendo riscos crescentes na economia e nos mercados de capitais do país, segundo um relatório da Nomura divulgado nesta quinta-feira. Uma possível desaceleração no setor de tecnologia poderia levar a um ajuste brusco nos ativos americanos e enfraquecer o dólar.

O que diz o relatório

Analistas da Nomura, liderados por Rob Subbaraman, afirmam que o crescimento da IA mascarou um aumento no prêmio de risco dos EUA. Eles alertam que a concentração de poupança global em ativos denominados em dólar deixou os investidores mais expostos a uma reversão no atual ciclo de alta impulsionado pela IA.

Dados do banco japonês mostram que a proporção entre os passivos líquidos internacionais dos EUA e os ativos combinados de todos os países credores líquidos subiu para 80%. Os passivos líquidos internacionais dos EUA chegaram a US$ 21,9 trilhões em 2025, equivalente a 71% do PIB do país. Já os passivos de carteira quadruplicaram, indo de US$ 9,2 trilhões antes da crise financeira global para US$ 37,4 trilhões em março de 2026.

“Eles alertam que a concentração de poupança global em ativos denominados em dólar deixou os investidores mais expostos a uma reversão no atual ciclo de alta impulsionado pela IA.”

Por que importa

O relatório questiona a crença de que "não há alternativa" (Tina, na sigla em inglês) aos ativos americanos. A crescente exposição significa que uma queda acentuada nas ações dos EUA poderia ter implicações mais amplas para os fluxos de capital globais, especialmente se investidores estrangeiros começarem a reduzir seus investimentos em ativos americanos. A análise sugere que o entusiasmo com a IA pode estar obscurecendo vulnerabilidades estruturais na economia dos EUA.

Perguntas frequentes

Quais são os principais riscos apontados pelo relatório?

O relatório alerta que o entusiasmo com a IA pode estar mascarando vulnerabilidades na economia americana, com possíveis impactos globais caso haja uma reversão no mercado

O que significa o termo 'Tina' no relatório?

Refere-se à crença de que 'não há alternativa' aos ativos americanos, ideia que o relatório questiona ao apontar os riscos crescentes

Em números

  • dos EUA e os ativos combinados de todos os países credores líquidos subiu para80%
  • Os passivos líquidos internacionais dos EUA chegaram aUS$ 21,9 trilhões
  • em 2025, equivalente a71%
  • Já os passivos de carteira quadruplicaram, indo deUS$ 9,2 trilhões