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OpenAI e Meta travam disputa de privacidade no mercado de agentes de IA

Gigantes da tecnologia tentam convencer o público a compartilhar dados pessoais com novos assistentes autônomos, mas falhas recentes expõem desafios de segurança.

Publicado 3 min de leituraThe Verge — AICuradoria automatizada
OpenAI e Meta travam disputa de privacidade no mercado de agentes de IA
Foto: Pavel Danilyuk/Pexels

Em resumo

  • OpenAI e Meta disputam mercado de agentes de IA usando a privacidade como principal apelo comercial
  • Meta enfrentou falhas de segurança e vazamentos no Muse mesmo após prometer proteção reforçada
  • OpenAI cobra assinaturas a partir de US$ 100 para liberar o Dots com retenção zero de dados

A OpenAI e a Meta transformaram a privacidade no principal argumento de venda de seus novos agentes de inteligência artificial, ferramentas autônomas criadas para executar tarefas pelos usuários no computador. Enquanto a Meta promove o assistente Muse como uma alternativa blindada, a dona do ChatGPT revelou no evento DevDay o agente Dots, prometendo novos padrões de proteção e criticando abertamente o histórico da concorrente.

A disputa comercial ganha força em um momento no qual esses sistemas exigem um volume sem precedentes de dados íntimos para operar com eficácia. Para contornar a desconfiança do público, as empresas tentam superar os rivais assegurando que as informações sensíveis não ficarão vulneráveis a olhares externos.

O que aconteceu

A Meta lançou o Muse como sucessor do OpenClaw, afirmando que a ferramenta foi desenhada desde o início com foco em segurança. Segundo a empresa, as informações dos usuários ficam isoladas em uma máquina virtual, definida por Mark Zuckerberg como um computador Linux com navegador, processador, memória e armazenamento próprios. Embora o assistente tenha alcançado 600 mil usuários diários nos Estados Unidos segundo dados da Apptopia, as promessas de proteção sofreram reveses rápidos. Especialistas detectaram falhas graves de segurança, incluindo uma vulnerabilidade que permitia assumir o controle do sistema e brechas de última hora com potencial de expor bancos de dados internos da própria Meta.

Além das falhas técnicas, o Muse vem coletando informações de forma agressiva. Por padrão, o sistema permite que a Meta utilize o conteúdo inserido para treinar futuros modelos de inteligência artificial, exceto se o usuário desativar manualmente a opção. Casos relatados incluem o envio não solicitado de mensagens privadas de um jornalista e a exposição do endereço residencial de um criador de conteúdo no Marketplace, enquanto a revista Wired apontou a criação de perfis detalhados de amigos e parentes dos cadastrados.

“Especialistas detectaram falhas graves de segurança, incluindo uma vulnerabilidade que permitia assumir o controle do sistema e brechas de última hora com potencial de expor bancos de dados internos da própria Meta.”

A OpenAI aproveitou esses tropeços ao lançar o Dots no fim de setembro. O presidente-executivo Sam Altman e sua equipe destacaram recursos de controle individual, como regras para impedir que o assistente realize compras acima de determinados valores. Para clientes corporativos, a companhia anunciou políticas de retenção zero de dados, garantindo que nada fique armazenado em seus servidores. O Dots, contudo, ainda tem alcance restrito por estar disponível apenas em assinaturas do ChatGPT a partir de US$ 100.

Por que importa

Para que os novos agentes de inteligência artificial executem comandos complexos no cotidiano, os usuários precisam fornecer credenciais financeiras e autorizações de acesso contínuas. A insistência das empresas em prometer segurança tenta quebrar essa barreira de adoção, mas os incidentes recentes mostram que os sistemas ainda combinam apetite excessivo por dados e suscetibilidade a falhas.

O que observar

  • O recurso criptográfico prometido pela Meta até o fim do ano para impedir que a própria empresa acerte os dados contidos nas máquinas virtuais
  • A adesão de clientes empresariais às opções de retenção zero de dados da OpenAI em planos que custam a partir de US$ 100

Perguntas frequentes

O que é o Muse da Meta e quais problemas ele apresentou?

O Muse é um agente de inteligência artificial criado para substituir o OpenClaw. O aplicativo sofreu com falhas de segurança, leu mensagens privadas sem autorização prévia e expôs o endereço de um usuário no Marketplace.

Como a OpenAI tenta garantir a segurança no agente Dots?

A empresa permite criar travas individuais, como limites de valores para compras, além de oferecer planos empresariais com retenção zero de dados nos servidores.

Quem pode usar o agente Dots da OpenAI atualmente?

O Dots está disponível apenas para usuários dos planos de assinatura do ChatGPT com valores a partir de US$ 100.

Em números

  • Embora o assistente tenha alcançado600 mil usuários
  • tem alcance restrito por estar disponível apenas em assinaturas do ChatGPT a partir deUS$ 100

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