Analista do BofA afirma que EUA e China não podem vencer corrida da IA sozinhos
Um analista do Bank of America disse que, devido a cadeias de suprimentos globais, nenhum dos dois países pode dominar a inteligência artificial sem apoio externo

Em resumo
- Analista do BofA diz que EUA e China não podem dominar IA sem apoio externo
- China depende de chips avançados e materiais estrangeiros apesar de vantagens em energia e manufatura
- EUA enfrenta rede elétrica envelhecida e resistência a data centers por custos de energia
Um analista do Bank of America, Matty Zhao, co‑chefe de ações da China, afirmou que nem os Estados Unidos nem a China conseguirão liderar a corrida pela supremacia em inteligência artificial sem contar com parceiros internacionais. A declaração foi feita em entrevista ao South China Morning Post, poucos dias antes da cúpula bilateral de alto risco entre Washington e Pequim.
O que aconteceu
Zhao destacou que a China tem vantagens em setores como redes elétricas e equipamentos de fabricação, mas ainda depende de fornecedores estrangeiros para chips avançados, memória e alguns materiais de alta qualidade. Essa dependência evidencia a interconexão das cadeias de tecnologia globais.
Do lado dos Estados Unidos, o analista apontou restrições diferentes, entre elas uma rede elétrica envelhecida, com idade média entre 30 e 40 anos, comparada à chinesa, que varia entre 15 e 20 anos. Além disso, os centros de dados americanos têm enfrentado resistência política e comunitária devido ao medo de aumento nos custos de energia.
“Zhao destacou que a China tem vantagens em setores como redes elétricas e equipamentos de fabricação, mas ainda depende de fornecedores estrangeiros para chips avançados, memória e alguns materiais de alta qualidade.”
Por que importa
A necessidade de recursos externos para componentes críticos indica que a supremacia em IA não será decidida apenas por investimento interno ou capacidade de produção. Países que não conseguirem garantir acesso a chips de ponta, memória ou energia confiável podem ver seu progresso em IA desacelerado.
A situação também sugere que políticas de cooperação internacional e investimentos em infraestrutura energética serão decisivos para quem quiser liderar a próxima geração de tecnologias de IA.
O que observar
- Dependência chinesa de chips avançados e materiais de alta qualidade
- Idade média da rede elétrica nos EUA (30‑40 anos) versus China (15‑20 anos)
- Oposição política e comunitária a data centers nos EUA devido ao custo de energia
Perguntas frequentes
Por que a China ainda depende de fornecedores estrangeiros?
Porque precisa de chips avançados, memória e alguns materiais de alta qualidade que ainda não produz internamente.
Qual a diferença de idade das redes elétricas entre EUA e China?
A rede dos EUA tem em média 30 a 40 anos, enquanto a da China tem 15 a 20 anos.
Qual é a reação nos EUA aos centros de dados?
Eles enfrentam oposição política e comunitária devido ao medo de aumento nos custos de energia.